Parece que só há uma forma de acabar com o terrorismo fundamentalista.
O suicidas muçulmanos andam enganados há muito tempo, e se os elucidarmos, pode ser que eles pensem melhor na história de se tornarem mártires.
O que leva um jovem a suicidar-se e assim a tornar-se num mártir é a recompensa que o aguarda.
Realmente, é natural que para a mente mais incauta seja deveras persuasor o facto de ter 70 virgens à espera dele no paraíso. A rambóia, a rebaldaria, o granel, o chavascal que se prevê não tem limites.
Mas, uma mente treinada e precavida como a minha, não pode deixar que se continuem a enganar assim jovens atraentes e charmosos como são os do Médio Oriente… Resolvi então explicar melhor essa questão das 70 virgens.
Caros candidatos a mártir, aquilo que vocês procuram no paraíso é um engano.
70 virgens à vossa espera é o pior castigo que se pode dar a alguém. Então vocês acham que é fácil?
Uma virgem é do pior que há. Um gajo consegue dar-lhe a volta para a levar para o saco, o que logo à partida se afigura uma tarefa por demais complicada. Como é que se explica a uma virgem que se quer ter sexo com ela, sem nenhuma contrapartida? Sim, porque uma virgem, para deixar de o ser, tem que ter a certeza que nós somos especiais. Logo aí um tipo tem que começar a mentir. “Sim, amo-te muito, tu és especial, és a mulher da minha vida.”. Ora isto não é fácil. Um gajo tem escrúpulos. Quer dizer, não tem, mas a coisa parece mal. Depois, finalmente convencemos a gaiata a deixar-nos agasalhar a cobra zarolha, mas ainda temos que perder mais uma ou duas horas a dizer-lhe que não vai doer, que é só um bocadinho mas que depois ela gosta, etc..
Quando chega a hora da explorar o local onde homem algum jamais esteve, vêm as complicações:
- Ai, ai, ai.
- Calma, querida.
- Está-me a doer!
- Mas eu ainda não fiz nada!
- Então faz devagarinho.
- Sim, amor, eu faço devagarinho.
- Ai, ai, espera aí. Afinal não estou preparada.
- Oh amor, então não estás?! Claro que estás.
- Pois estou. Sim amor.
- Então tem calma. Vês?
- AAAIIIII!!!
- O que foi?!
- Nada, nada, desculpa.
- Não estou a magoar, pois não?
- Estás!
- Então eu faço mais devagar.
- Não quero! Dói muito!
- Mas querida, alguma vez vais ter que fazer. É melhor que seja agora, já que chegámos até aqui.
- Tens razão, desculpa. Eu amo-te muito, és tão meiguinho…
- Sim amorzinho. Agora…aahh…sim…assim…
- Achas que vai deitar muito sangue?
- Aaahhh….o quê?
- Foda-se, estás-me a aleijar!
- Oh fofa, tem que ser, é só um bocadinho.
- Bem, quando a Rute souber até se passa. Vou ser uma mulher primeiro que ela!
- Sim bombom, mas agora cala-te um bocadinho. Tenho que me concentrar para não te magoar.
- Já está?
- Não, não páras quieta um bocadinho.
- Vá lá, já estou a ficar farta de estar aqui. Já me doem as pernas.
- Importas-te de me deixar sossegado um bocadinho? Daqui a pouco passa-me a tesão!
- Então, assim já não me magoas.
- Carla, sem tesão não consigo!
- Não podemos fazer com outra coisa? Depois já podes vir sem me magoar.
- NÃO, NÃO PODEMOS! SE FICARES AÍ QUIETA DOIS MINUTOS EU CONSIGO!!
- Opá, sexo é uma seca do caraças…
- Vês? Vês? Agora passou-me a tesão! Caguei para ti, vou bazar!
- Eu sabia. És um porco! Tiraste-me a virgindade e agora cagas em mim!
- Eu não te tirei nada! Bem tentei, mas tu não estás calada nem quieta um minuto!
- Mas achas que isto já conta para eu ser mulher?…
- Quero lá saber! És uma estúpida!
- Palhaço! Impotente!
Vocês já imaginaram isto, ou pior, 70 vezes?!
E os gajos ainda se matam para ter este triste fim…
Quem nunca participou numa clássica “corrida para a fila”?
A situação é algo embaraçosa, mas ninguém se restringe de participar nela.
Vamos a algum sítio, e a cerca de cinquenta metros reparamos que se forma uma fila para tal sítio.
Utilizando um exemplo concreto, é mais fácil de explicar. Há dias fui ao cinema, para ver um filme que possivelmente esgotaria a sala. Lá chego eu ao centro comercial, que hoje se designa por forum, e começo a dirigir-me para o piso da bilheteira. Ainda nas escadas rolantes começo a aperceber-me que alguns jovens iam a falar do mesmo filme que eu ia ver.
Aí começa a contenda. Começo, subtilmente, a subir um degrauzito das escadas rolantes, paralelas às que os meus inimigos ocupavam. E depois outro. Um dos adversários repara, o que vai mais atrás. E como quem não quer a coisa, dá um empurrãozinho ao seu parceiro. Este reclama e pergunta-lhe o que se passa. O empurrador faz o velho sinal com a cabeça, aquele que quer dizer “olha aí ao lado.”. E agora vem a acção. Eu reparei no sinal. E começo a galgar as escadas como se não fossem rolantes. Eis que os quatro amigos se apercebem e vêem o meu olhar focado na fila, concentrado, como se não existisse mais nada à minha volta a não ser aquela fila. E eles arrancam. Sem olhar para trás, dou um encontrão numa velhinha que se agarrava desesperadamente ao corrimão, deixando-a cair desamparada para trás, aos rebolões. A bengala girava no ar, descontrolada. Ainda acertou no lábio de uma criança que ia ao colo da mãe, nas mesmas escadas que os meus oponentes. Com alguns salpicos de sangue na face, o primeiro deles resolve não disfarçar mais e furiosamente afasta as pessoas que seguiam à sua frente. O que seguia logo atrás pisa sem querer a cabeça de uma rapariga que caiu e tropeça, batendo com a cara no degrau, o que o deixou fora da competição. Já desesperado com o avanço que eu ia ganhando, um deles atira-me com um carrinho de bebé. Consigo esquivar-me do objecto, mas o cabrão do puto agarra-se-me ao casaco. Felizmente, à medida que o vou esmagando contra a divisória das escadas, ele vai perdendo as forças e larga-me, o que me aliviou o peso e permitiu voltar à minha velocidade. No entanto, ao puxar para trás uma senhora grávida que ocupava toda a largura das escadas, fui precipitado e deixei que ela me atingisse na queda. Agarro-me aos cabelos de uma jovem, recupero o equilíbrio, e consigo finalmente sair dali. Ao ficar presa no mecanismo, a jovem a quem me agarrei fez com que a velocidade das escadas rolantes diminuísse bruscamente e eu caí. Do chão, conseguia ver os três resistentes dirigirem-se para a bilheteira. Mas descuidados, resolveram olhar para trás para me lançar um sorriso de vitória. Foi um erro. O chão à sua frente estava molhado e numa escorregadela aparatosa, os três estatelaram-se no mosaico, permitindo-me alcançá-los. Desato então a correr, ignorando os gritos de um deles, que mesmo com a perna dobrada por debaixo das costas, incitava os outros: “Rápido, rápido!”. Com a última pessoa da fila já a fazer-me sinais de motivação, chamando-me, olho ainda para ver o meu avanço, e quase deixo que um jovem de fato de treino e boné me desse um encontrão. Com o braço direito protejo-me do choque e acabo por lançá-lo contra a vitrine de uma loja de roupa. Foi a minha sorte, porque no momento em que um dos dois competidores se preparava, sem qualquer respeito, para me puxar, o sangue que jorrava da carótida do jovem da vitrine foi-lhe para os olhos, obrigando-o a levar as mãos à cara. Chego à fila, e após respirar fundo para recuperar o fôlego, olho para os dois com um ar aliviado, mas de quem venceu, dando-lhes a entender que se portaram dignamente, à altura. Enquanto a fila avança, comentamos e rimos com a nossa pequena disputa, amigavelmente. Chega a minha vez de comprar o bilhete. Peço três, pois achei que era a forma de recompensar os dois companheiros. Eles dão-me uma palmada nas costas e agradecem o meu gesto, sinal de respeito por eles e que mais importante que saber perder, eu sabia ganhar, sem humilhar os adversários.
A resposta da rapariga não se fez esperar, através do seu intercomunicador:
ESSE FILME NÂO ESTÁ EM EXIBIÇÃO NESTE CINEMA!
Isto nunca vos aconteceu?
Amigos, a inovação da deslocação automóvel pelo homem é já de alguns anos.
Um século depois do início da história do automóvel, estão já definidas algumas regras base para se circular de cu tremido.
Uma delas, das mais antigas, refere que existem duas vias de circulação para as ditas máquinas. Conhecida como “uma para lá e outra para cá”, não é difícil de perceber que de um lado se anda para lá e do outro lado se vem para cá.
Ora esta dicotomia não é deixada ao critério do condutor. Apesar de se saber que uns andam num lado da via e outros no lado paralelo, convém explicar um pormenor.
Não se anda no lado que nos apetece, anda-se no lado que está pré-definido para cada sentido de circulação.
Pois bem, algumas bestas têm uma certa dificuldade em assimilar esta situação.
Caros condutores, as estradas não são para se andar ao contrário! Se estão todos a ir numa direcção num dos lados da via, provavelmente é porque essa é a direcção correcta dessa via. E não, não são os outros que estão todos malucos. Quando principalmente à noite, em que os carros até têm as luzes acesas, conseguimos diferenciar as luzes brancas das vermelhas, não há que enganar. O sentido correcto é seguir as vermelhas e não ir contra as brancas!
Será assim tão difícil? Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas algumas pessoas já têm uma certa idade e podem ter dificuldade em lembrar-se desses pormenores todos.”. Acontece que essas velhas carcaças deviam estar num lar, com uma enfermeira a agarrar-lhes na gaita para os pôr a mijar. Se não conseguem perceber que andar em sentido contrário pode ser prejudicial para a saúde, não podem conduzir. Aliás, a maior parte dos velhos que andam nas estradas deviam ter nas costas um autocolante do género: “Conduzir com esta idade pode provocar uma morte lenta e dolorosa.”, ou “Conduzir mata.”. É verdade que alguns não são velhos, estão é bêbedos. Mas esses têm desculpa. Um gajo quando está bêbedo começa a pensar que as luzes brancas que vêm no nosso sentido são naves espaciais e então tentamos destruí-las para salvar o mundo. É uma intenção nobre. A culpa disto até é do governo, que devia ter nas estradas, de cem em cem metros, placas a dizer: “Se consegue ler isto, é porque está no sentido correcto.”, e assim, quando um gajo não conseguisse ler aquilo ou deixasse de ver as placas, já sabia que estava ao contrário e ainda podia ir para o lado certo a tempo de salvar vidas.
E ainda por cima, os cabrões que fazem estas merdas é que se safam sempre. Está um tipo descansadinho da vida, como qualquer condutor português, na faixa da esquerda da autoestrada, a 70 à hora ou então a ultrapassar em zigue-zague a 180 Kh, e vem um animal direito a nós.
Além de que, quem entra ao contrário nas autoestradas, não acha estranho que seja tão difícil entrar na faixa de rodagem? “Epá, estes gajos fazem isto de uma maneira que um tipo tem que dar quase uma volta para conseguir entrar!”. Companheiro, se calhar é o amigo que está ao contrário, não?…
Tendo em conta tudo isto, de hoje em diante, quando entrar numa autoestrada, aguarde sempre uns minutos antes de se pôr em andamento, e siga o maior fluxo de luzes vermelhas, não as brancas. Brancas é mau. Além de nos encandearem, corre-se o sério risco de bater com os cornos num camião.
Ide em paz e lembrai-vos: A luz ao fundo do túnel, é quase de certeza um camelo que vem ao contrário…
Eu até sou uma pessoa que acompanha minimamente o cinema. Vejo filmes e tal, e continuo, ao fim de tantos anos, a ter dúvidas e questões sobre alguns factos que parecem ser constantes nas histórias.
Os vilões. Ora os vilões são normalmente gajos cheios de papel, dir-se-ia mesmo podres de ricos.
O que me faz confusão é de onde é que vem tanto dinheiro. Porque se eles são tão ricos, como é que ninguém dá por eles? Só o herói é que descobre os seus planos. E depois têm toda uma horda de ajudantes que parecem robôs. Ninguém pergunta nada, vestem-se todos de igual e manejam aparelhos sofisticadíssimos sem nunca fazerem asneira. É óbvio que isto é ficção, só pode. Então qual é o sítio onde um gajo anda a mexer naquela maquinaria toda e não faz merda? Nem um acidentezinho de trabalho? O facto de não falarem uns com os outros já é estranho o suficiente, mas é que depois nem sequer se vê ninguém a parar cinco minutos para beber uma “mine” ou para fumar um cigarrito. Lá andam eles, centenas de ajudantes, de um lado para o outro, não se sabe bem a fazer o quê.
E são distraídos como o raio que os parta. O bom da fita consegue sempre andar por ali, debaixo de camiões que estão carregados com um produto qualquer que o vilão quer traficar, ou então atrás de uns barris que existem em todos os filmes e que ao mínimo toque explodem logo, mas ainda o mais surpreendente é que o herói consegue agarrar os maus pela goela, dar-lhe uma pancada e eles nem piam. Mas quem é que adormece com uma pancada? Ainda se for uma arrochada com um bastão de basebol, acredito que o tipo perca os sentidos, agora por amor de Deus, um calduço e ficam a dormir duas horas?! E não gritam, não chamam ninguém! Já nem vou mencionar os coitados que levam um murro e ficam logo K.O., muitas vezes sem derramar uma gota de sangue.
Mas será que ninguém dá com aqueles subterrâneos colossais, cheios de truques, às vezes com silos para lançar mísseis? Passam assim despercebidos? E já agora, onde é que vive aquela gente toda? Têm camaratas para todos? São empregados que vão para casa às três da tarde, quando chegam os colegas do outro turno? O que é que eles dizem às mulheres? “Olá querida. Bem, hoje venho pior do que estragado. O Zé Manel deixou cair um míssil terra-ar e veio de lá o coordenador e começou-me a chatear. Ainda por cima o Tobias está de baixa, porque se entalou na calha que transporta o foguetão que vai levar o satélite-laser. Caraças, a ver se este gajo se despacha a envenenar a população mundial e a dominar o mundo, porque já ando a ficar farto. Depois disto volto para o MacDonald’s.”.
E os fatos todos iguais? A loja que fez aquilo não achou estranha a encomenda? “Bom dia, queria por favor 1500 fatos pretos, de licra, com capuz que só deixe os olhos de fora. Aceita visa?”.
Mas o maior festival de estupidez é a parte final do filme. Então o herói anda 90 minutos a escapar-se das garras do mal, a fugir de 1500 gajos que por mais tiros que disparem nunca lhe acertam, o próprio vilão também tenta uma ou outra vez a sua sorte, e depois é apanhado da maneira mais parva?
Mas um gajo que teve inteligência suficiente para conseguir aquela parafernália toda de armas, de esconderijos, de ajudantes e de gajas boas, não é capaz de matar o herói? Mais, quando finalmente o apanha, não o mata. Primeiro explica-lhe o seu plano, que o herói até já sabia, depois fala-lhe da sua infância, em que o pai era bêbedo, a mãe lhe batia e o irmão o violava, depois diz-lhe que tem a namorada dele presa e mostra-lhe um aparelho que demoraria pelo menos dois dias a construir e onde ela está a dois minutos de cair para um lago cheio de tubarões. Ele já tinha aquilo, a contar que existiria um herói que o ia tentar apanhar? E os tubarões? Como é que os arranjou? Mas ainda pior. Aponta a pistola ao herói, diz-lhe que agora lhe vai dar um tiro e volta a explicar tudo de novo. Nisto, a namorada pede socorro ao desgraçado do herói, que está amarrado a uma cadeira de ferro, com umas tiras de cabedal a prender-lhe as mãos e os pés, e com 35 gajos a apontar-lhe uma metralhadora. O que é que ela quer que ele faça? Que lhes chame nomes até à morte?
Depois desta tourada toda, acontece o inevitável. Há qualquer coisa que corre mal. Um curto-circuito, uma das correias que ficou mal presa, um ajudante que espirra, qualquer coisa que dá ao herói a possibilidade de fugir. E lá acaba ele com aquilo tudo e o vilão fica preso dentro de uma merda que vai explodir. O que me custa é porque é que o vilão não o matou logo. Então se ele fazia tanta questão de lhe explicar tudo, porque é que arriscou que os seus ajudantes andassem atrás dele aos tiros? Podiam acertar-lhe e depois como é que era? Deviam fazer vilões mais espertos, mais práticos.
Aposto que o “Galheiro-Maneta” * não vai nestas cantigas…
* Ver Smile 28
Afinal o cabrão do maneta era um general (ver comentário do Smile 25).
Está bem, mas então quem é o “Galheiro”?
Ahá, é o gajo que divide o poder do mundo com o maneta. A questão coloca-se: Qual deles o mais rico? É o galheiro, porque tem as duas mãos!
A não ser que exista um galheiro maneta, o que seria um perigo.
Aliás, lanço aqui a ideia: Porque não um “007 – Não ficarás com tudo”, onde o destemido agente secreto enfrenta um super-vilão que domina o mundo, o “Galheiro-Maneta”?
A banda sonora era o “Tira a mãozinha daí” e a frase chave seria: “Olá, pode-me dar uma mãozinha?”.
O vilão podia ser desempenhado pelo Dustin Hoffman, já experiente com o “Capitão Gancho”.
Por outro lado, se o “Galheiro” não é um gajo e é um local? Será o esconderijo do Maneta?
Lá se vai a ideia do filme.
Realmente, com questões destas por resolver, e anda toda a gente preocupada com o caso “Casa Pia”…
Os computadores não são nossos amigos!
Este é um lema que começa a tornar-se cada vez mais relevante na minha mente!
Ao princípio era tudo muito giro, com o velho “Spectrum”, e as suas cassetes que demoravam entre 5 a 6 minutos a “entrar”. Depois vieram os “Spectrum +2”, com gravador incorporado, e finalmente o fantástico “Spectrum +3” e as rápidas disquetes.
Até aí tudo bem. Mas então o mundo foi assolado pelos PC. Não, não é o Partido Comunista, que esse coitado não assola ninguém, é mesmo o Personal Computer. Primeiro, Personal Computer porquê?
Há algum que não seja Personal? Alguém já ouviu falar no Colective Computer? Ou no Everybody’s Computer? Não! Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas isso é um termo relacionado com o tamanho do computador em relação aos primeiros computadores.”. Não, caguei nisso. O computador, se fosse pessoal, era nosso amigo. Mas não, muito pelo contrário. O computador faz tudo para nos lixar.
“This program has performed an illegal operation and it will be shut down. Any unsaved information will be lost”. Foda-se, isso já eu percebi. O que é que eu fiz para ocorrer a operação ilegal? E já agora, o que é a operação ilegal? O processador agarrou a placa gráfica a vender dois gramas de coca à motherboard?
Ou pior, a placa de vídeo estava a passar cassetes com imagens de pedofilia?
Para mim, essa mensagem é só uma filha de putice que algum paneleiro inventou só para nós nos irritarmos, darmos uma biqueirada no computador e depois termos que o mandar arranjar. O lobbie dos gajos que arranjam computadores está cada vez mais forte.
Eu acho que se não fosse isso, a mensagem que aparecia era: “Hi, I am your computer. I’m a little tired and I’m going to take some rest now, ok? Sorry for your unsaved programs, but ain’t life a bitch?…”.
Epá, era fodido na mesma, mas um gajo compreendia. Não ficava irritado e não partia nada.
Das duas uma, ou os computadores começam a vir com um saco de areia como acessório, para pendurar no tecto, ou ninguém me tira da ideia que existe um sub-mundo de crime, manipulado pelos “arranjadores de computadores”, que espalhou um vírus pelos computadores de todo o mundo com a tal mensagem que nos tira do sério.
Está na altura de as pessoas perceberem uma coisa.
Os estrangeiros não nos percebem! É por causa da língua ser diferente. Não é porque falamos baixinho.
Nós até podíamos falar com um megafone, que eles continuavam na mesma. Falar alto não traduz automaticamente os idiomas. Muito menos falar português com sotaque estrangeiro.
Quando um estrangeiro nos pergunta, em pleno Terreiro do Paço, onde é o Marquês de Pombal, não adianta ficarmos a olhar para os lados, a dar voltas com o corpo e a dizermos: “Ãhm…hummm…er…”. E não adianta porquê? Porque ele não percebe. Mesmo quando dizemos que é só subir essa rua aí à direita, virar à esquerda ao fim, e depois contornar o jardim e ir até ao cimo da avenida a seguir, e ele diz: “Sorry, I don’t understand portuguese…”, não vale a pena dizer: “É SÓ SUBIR ESSA RUA AÍ À DIREITA, VIRAR À ESQUERDA AO FIM, E DEPOIS CONTORNAR O JARDIM E IR ATÉ AO CIMO DA AVENIDA A SEGUIR!” a gritar. E muito menos: “Éi sóu soubir esse rue ai dáiraite, váirar ésquérd ao fáim, e dépoich côntournár ô djárdin e áire âité au çáimo dei âvéinide a séguire.”. Bem, eu acho que isto não há ninguém que perceba, quanto mais um estrangeiro.
As pessoas deviam seguir o exemplo dos algarvios no verão. Chega um turista e eles nem lhe dão tempo de falar. Atacam logo com o clássico: “Rooms, chambres, zimmers!”, e ficam nisto atrás do turista até levarem um murro nos cornos ou até o desgraçado se conseguir esconder dentro de um café. Ao menos nos cafés estão a salvo, porque existe à porta um autocolante redondo de fundo branco e rebordo vermelho, com a silhueta de uma velhota a segurar uma placa, com um traço também vermelho por cima.
E mesmo quando é um turista que, já depois de instalado numa qualquer pensão de segunda categoria, vai perguntar onde é o Zoomarine, a resposta é sempre a mesma, e no mesmo tom: “One hundred euros, one hundred euros!”, e se ele insiste com a pergunta e não se balda ao guito, leva um valente “Vai prá cona da tua mãe, ó cámóne!” e acaba-se ali a conversa. O turista vai a uma agência, paga 1300 euros para ir num autocarro de 1978 cheio de outros como ele, entra no Zoomarine sem pagar, desde que tenha aderido ao pacote de 1700 euros, e lá vai para a terra dele todo contente dizer que em Portugal há golfinhos com fartura e habilidosos como o caraças.
Portanto, turistas de todo o mundo, uni-vos e comprai dicionários de Inglês-Português, e poupai uma carga de trabalhos e dinheiro.
O “Maneta” é provavelmente dos gajos mais ricos do mundo.
È que ele recebe sempre tudo!
Se um gajo se espeta de carro dizem logo: “Olha, o carro do Zé foi para o maneta.”. Se um gajo fica sem pagar a prestação da casa: “Olha, a casa do Zé foi para o maneta.”. Se um gajo se chateia com a namorada: “Olha, a namorada do Zé foi para o maneta.”. Para além do Zé ter um azar do camano, o maneta fica-lhe com tudo. Agora levanta-se a questão, quem é o maneta?
Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, o maneta é um gajo sem uma mão.”. Foda-se, não tem uma mão, mas tem montes de merdas que não são dele!
Por exemplo, é ele que tem as torres gémeas. Sim, foram para o maneta. Claro, se o atrasado mental do Bush vê isto, vem logo fazer uma declaração do tipo: “Ladies and gentleman, I am here to announce that the United States, in it’s never ending war against terrorism, in it’s ever lasting good will, is about to attack Manetland. We have discovered that one of them has our dear twin towers!”.
Bom, por outro lado, talvez isso não aconteça porque o Bush não só não sabe mexer num computador, como acho que o meu peixinho dourado aprendia a ler português antes dele.
Mas a questão é que este maneta se começa a tornar numa potência mundial. Imaginem que havia uma guerra nuclear entre a Coreia e os E.U.A.. Lá ia o mundo para ele.
Assim, por eleição directa sem sequer ter que ir a votos, “ir para o maneta” entra esta semana para o número 3 da lista das “Cinco Expressões Mais Estúpidas da Língua Portuguesa”.
Qualquer dia, se alguém responsável lê este blog, lá fica o maneta com mais um site…
Voltemos às expressões. Não resisto.
Aproveitando um repto que me deixaram, esta é demais. Ser “um prato”.
Muito bem, o que é “ser um prato”? Quer dizer que um gajo é chato? Pode ser, mas e se for um prato de sopa? Quer dizer que um gajo é fundo e leva líquidos?
Pois é, ser “um prato” é daquelas expressões que não lembram ao menino Jesus. De onde é que vem isto? É que ainda por cima, esta expressão significa que um gajo é divertido e faz rir. Qual a ligação com um prato? Ainda se dissessem que um gajo é “um liquidificador”, tudo bem, porque um liquidificador é divertido, e se metermos lá dentro um sapo até faz rir. Agora “um prato”?
Um prato só tem essas características se for num restaurante chinês e vier com comida. É divertido tentar descobrir o que são aquelas coisas, e faz rir quando descobrimos que a comida do nosso parceiro do lado é qualquer coisa tipo escaravelhos “Al Aljillo” (nem sei se isto se escreve assim…senhor doutor, aplique-se) e ele já está a acabar. Ser “um prato” está assim eleito para entrada directa nas “Cinco Expressões Mais Estúpidas da Língua Portuguesa”.
Existe na face da terra um novo tipo de criminoso que devia ser erradicado.
O fura-bichas. E não, não estou a falar dos gajos que espetam facas no Carlos Castro, estou mesmo a falar daqueles que passam à frente dos outros quando há uma fila, que vou passar a designar como “Palhaço”.
Serão possivelmente das pessoas que me fazem dizer mais asneiras no menor espaço de tempo, tirando os árbitros. Está um gajo no carro, há meia hora, para entrar num acesso, quando vem o palhaço pela direita, a ultrapassar todos e se mete lá à frente.
Nós primeiro estamos descansados, a ouvir rádio, normalmente está o tipo do trânsito a dizer que o sítio onde estamos está a andar bem, descongestionado, e a malta a mandá-lo para o caralho porque o cabrão está sentadinho num estúdio a aldrabar o povo. Depois, num dos gestos de desespero com a cabeça, olhamos de soslaio para o espelho retrovisor do lado direito e lá está ele.
O palhaço! A primeira reacção é de não acreditarmos que ele vai mesmo tentar. Julgamos: “Não, o gajo deve vir de alguma entrada e deve estar a tentar entrar para a fila.”
Mas, de repente, ele dá aquela guinada denunciadora. “O cabrão vai mesmo seguir!”. E então vai de ajeitarmo-nos no assento, engatar a primeira, duas mãos no volante e colar ao carro da frente. Quando ele se aproxima de nós, há duas variantes. Temos os “desafiadores”, que olham para ele e fazem a cara de “Aqui não entras!” e temos os “nem sequer olham”. Ora os “nem sequer olham” dividem-se em dois grupos, os que não olham porque têm medo, e os gozões. Os que têm medo não é preciso explicar, mas os gozões são os que fingem estar distraídos e quando o palhaço está quase a conseguir meter-se, avançam e fazem a cara de: “Ah, desculpe, não reparei que se queria meter…” e culminam com um sorriso. Até aqui tudo bem. O verdadeiro desespero começa quando o assunto deixa de estar nas nossas mãos. Quando ele segue em frente e vai tentar a sorte mais para diante. Aí sim, começa a ginástica para tentar ver se há espaços mais à frente, começam as buzinadelas de cada vez que a fila avança dois centímetros, até que finalmente há um cromo que o deixa meter-se. E não podemos fazer nada. Resumindo, estamos meia hora numa fila, à seca, e vem um palhaço que em dois minutos, algumas buzinadelas e um chorrilho de agressões verbais depois está lá à frente, despachado.
No dia seguinte vamos nós tentar a mesma coisa, e já lá está um polícia a evitar que isso aconteça. Passa-nos uma multa, com toda a razão, os outros condutores passam por nós a rir, alguns até abrem o vidro para dizer: “Então, ó espertalhão!” e demoramos mais tempo do que se ficássemos na fila como os outros.
Raios partam!
No outro dia, vinha eu a andar na rua, chega-se uma rapariga ao pé de mim e diz-me: “Ai meu Deus, que homem espectacular, estou doida de desejo, por favor possui-me jé, desflora-me, sou tua para o que quiseres!!”. Bom, até aqui nada de novo, mas há no entanto outra pessoa que passa por mim e diz: “Ó Pikes, mas porque é que escreves as coisas que escreves no teu blog? Tu estás maluco?”. Claro que tive que o arrastar para um beco e assassiná-lo, já que ele sabia quem eu era. Como não tinha nenhuma arma à mão, resolvi obrigá-lo a ver o programa “Ou Bai Ou Rocha” e foi trigo limpo (esta do trigo limpo também se revela uma das expressões curiosas, mas a seu tempo…). Bom, fiquei a pensar naquilo, realmente, porque é que eu escrevo as coisas que escrevo? Será porque caí da cama quando tinha dois anos e bati com a cabeça? Não, esse problema ficou resolvido com a placa de metal…zzzz…..zztrtrtrt…..zzztrtrtrtr, desculpem, está a tocar o telemóvel e acontece-me sempre isto.
Nesse caso só pode ser do stress. Não, também não pode ser porque stress é coisa de rotos, macho que é macho não tem stress, anda é fodido.
Eis então que se me fez luz e tocaram campainhas!
Era um carro a dar-me com os máximos e a buzinar porque eu estava parado no meio da estrada a pensar. Só podia haver uma explicação para eu escrever o que escrevo. É porque sou uma máquina sexual bem oleada que trabalha 24 horas sobre 24. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas Pikes, como é que nós sabemos se isso é verdade?”. Não podem. Porque quem tem essa experiência não fica vivo para contar a história, senão podia revelar a minha identidade.
E assim, esclarecida a questão, restam duas opções: Ou deixo de escrever o que escrevo, ou tenho que tornar milhares de mulheres infelizes.
Resultado, as três pessoas que lêem este blog vão ter de continuar a levar comigo.
Vou aliás, pela primeira vez, dar troco ao meu leitor mais assíduo, o senhor doutor.
Senhor doutor, aqui tem: 2,25 euros. Obrigado.
O juíz Rui Teixeira é um vingador!
Basta ver a figura dele para perceber o cromo que era em miúdo.
Os óculos. Aqueles óculos não são à toa. Não senhor. Aquele homem tem um background de cromice de impor respeito. Um genuíno totó. Quem não se lembra daquele rapaz, que existiu na vida de todos nós, que era o “cromo da escola”?
Exactamente, Rui Teixeira era um deles!
Desde pequeno, fustigado pela maldade dos colegas, esta criança ganhou uma força interior que o havia de acompanhar pela vida fora.
O pequenito Rui, na escola primária conhecido como “Ó estúpido!” ou “Ó marrão!”, chegou mesmo a ser vítima de agressões. Os temidos “bicos no cú” e os famigerados “carolos” tornaram-se uma constante nos seus dias. O facto de ter as melhores notas da turma não o ajudavam, e pelo contrário, só provocavam mais ainda os malfeitores que o perseguiam.
Já em adolescente, borbulhoso e pitosga, o início da transformação do seu corpo numa massa de gordura e numa silhueta a lembrar um pingo de chuva, foi o culminar do desespero. Rui, ou o “badochas”, como era tratado, decidiu que a sua vida não seria mais um sem fim de agressões, de não ter miúdas, de não o deixarem jogar ao bate-pé, de o porem a jogar sempre à baliza. Não! Badochitas pôs um ponto final nos abusos.
“De hoje em diante vou-me tornar no vingador!”, e com estas palavras nasceu o mito, o colosso, o vingador mascarado!
Lembrou-se então de aproveitar a ausência de cabelos na sua brilhante cabeça para parecer mais velho, usou o seu sorriso charmoso e que parece indelével da sua cara de cada vez que está na presença de uma câmera de televisão, e começou a disfarçar-se de super-herói. A sua capa preta esconde um poderoso defensor dos seus pares, também eles vítimas dos mais velhos e maiores.
Debaixo da sua aparência frágil, de maltrapilho, com umas calças de ganga da “Lovi´s”, do seu polo “Grant” e do seu famoso blusão de ganga de 1984, esconde-se o maior justiceiro desde o tempo do Michael Knight! Implacável no terreno, é nos tribunais que aplica a sua severa mão-de-ferro. Rui Teixeira, também conhecido como o “Mete-na-cadeia-gajos-que-gostam-de-enrabar-putos-mesmo-que-sejam-famosos-ou-figuras-públicas-da-nossa-sociedade-e-só-os-deixa-sair-se-dois-ou-três-políticos-corruptos-(há outros?…)-o-lixarem” (bolas…), é o herói do ano!
Rui, meretíssimo, escarrapacho aqui a tua identidade secreta!
Apanha-me se puderes, biltre…AH AH AH!!
A chegada ao aeroporto dos dois novos reforços para o Milheiroense (sim, esta equipa existe…) causou grande rebuliço entre a comunicação social.
Presente como sempre nos grandes eventos (estava a beber um café com uma gaja quando se apercebeu que se passava qualquer coisa), o nosso jornalista não passou ao lado desta chegada.
As primeiras palavras dos jogadores foram inclusive ouvidas pelo nosso homem: “LARGA ESSA MALA, PALHAÇO!!”.
Depois, já em entrevista a um outro jornalista, o nosso gravador captou as declarações dos dois reforços, Tobias Bucaneiro, ex-Pantaneiro de Paraguaçu, e Achibn Mohalzed, ex-Jareedhjin Kaled, um israelita até hoje desconhecido.
Jornalista: “Tobias, você é uma esperança para o Milheiroense. Espera corresponder às expectativas?”
Tobias: “Oi?”
Jornalista: “Está com vontade de resolver os problemas de cariz atacante do Milheiroense?”
Tobias: “É, o mister falou pra mim pra mum di eu fazer gols! E eu faz gols pa caramba!”
Jornalista: “Sabe que vai ter o Achibn Mohalzed a municiar-lhe jogo para que você finalize?”
Tobias: “Oi?”
Jornalista: “Vai jogar com o Achibn atrás de si. Já o conhecia?”
Tobias: “É, o Atchim eu não conheço não. Mas não tem precisão de pôr ninguém atrás de mim não, eu treino bastante e tem vezes que fico até mais tarde!”
Jornalista: “Achibn, segundo consta, você é detentor de um potente pontapé. Possivelmente vai ser o marcador de livres do Milheiroense. Está satisfeito?”
Achibn: “Éu bum!”
Jornalista: “Ah, já vi que não domina o português. Are you pleased with your new team?”
Achibn: “Éu bum!”
Jornalista: “So, you consider that you have a very strong kick?”
Achibn: “Éu bum!”
Jornalista: “Eu reparo agora que vem vestido com um colete muito grosso. É uma época de frio na sua terra, agora? Is it cold, where you came from?”
Achibn: “Éu bum!”
Jornalista: “Can you tell us what you mean when you say éu bum?”
Achibn: “Éu avisou!”
Click……………………BUM
Pai Natal apanhado a conduzir em contra-mão na A1!
Numa mega-operação da GNR, após uma perseguição de várias horas, um carro patrulha da GNR conseguiu interceptar o trenó do Pai Natal, segundo relatório do agente Cardoso, ao qual tivemos acesso.
Em declarações aos nossos microfones (quer dizer, não foi bem aos nossos, a malta é que se colou à molhada de jornalistas, e também não foi “microfones”, foi mais gravadorzinho de bolso), o heróico agente disse: “Bom, nós demos ordem de paragem ao sujeito condutor da viatura, que nos desobedeceu. Então eu gritei – Pára filho da puta, ou prego-te dois tiros nos cornos que te fodo, meu cabrão! – E foi aí que decidimos que estava na altura de acabar com as boas maneiras e arrancámos atrás dele.”
Apurámos ainda que a perseguição, considerada de alto risco para os agentes, esteve para não se concretizar, uma vez que a viatura dos agentes não pegava. Mas num golpe de sorte, e enquanto o agente Viegas empurrava o carro, o agente Cardoso lembrou-se que colocar a chave na ignição podia resolver o problema.
Ainda tentámos contactar o transgressor, mas não nos foi possível. De novo, o agente Cardoso elucidou-nos: “Nestes assuntos só quem pode falar com a bandidagem somos nós! Já interrogámos o suspeito e ele confessou tudo.”.
À pergunta: “Mas sr. agente, este indivíduo, segundo conseguimos ver dentro do carro da GNR, não parece nada o Pai Natal. Não terá havido um engano?”, mais uma vez, o sempre solícito agente Cardoso disse: “Não houve engano nenhum, nós também percebemos que não parecia o Pai Natal. Mas quando o apanhámos e delicadamente o colocámos no chão e cuidadosamente com a bota no pescoço lhe dissemos para estar quieto, ele respondeu que era um político honesto, homem de família, e que estava atrasado para uma reunião de trabalho em que ia juntamente com outros colegas decidir o montante a atribuir aos bombeiros, para o combate a incêndios.". A resposta do agente elevou os ânimos de todos os jornalistas presentes: “Mas então porque é que dizem que é o Pai Natal e o prenderam?!”, ao que o agente Cardoso esclareceu: “Porque achámos que entre isso e dizer que ele era o Pai Natal, era mais credível a segunda opção, e sempre atraía mais jornalistas…”.
O suspeito seguirá agora para interrogatório, onde, segundo a GNR, deve confessar onde escondeu as renas e quem são na realidade os seus ajudantes.
Vendem-se aparelhos encriptadores de escutas telefónicas.
Transforma as palavras que são realmente ditas por outras, chegando assim aos ouvidos de quem está no outro lado da escuta uma coisa completamente diferente.
Por exemplo, quando se diz uma frase absolutamente imaginária, tipo: “A coisa já está na mão do juíz…”, ouve-se: “O gajo da manta preta está a mijar.”
Quando se diz uma outra frase qualquer, assim ao calhas, do tipo: “O procurador-geral disse ao António que achava que já tinha ido tudo para o TIC”, ouve-se: “Estamos fodidos, o outro cabrão chibou-se todo.”.
Existe ainda uma variante do nosso produto, mais barata, que encripta palavra a palavra. Por exemplo, quando se diz, aleatoriamente, uma palavra qualquer, como: ”cagando”, ouve-se: “absolutamente preocupado, nunca na minha vida faltaria ao respeito ao…”. Ou quando se diz, também sem pensar no exemplo: “canelada”, ouve-se: ”Pela via legal, sem esquecer nenhum pormenor relevante para a resolução do caso.”.
Compre já e livre-se de apuros!
Vendemos também o jogo do Monopólio, mas sem cartões de “Você está livre da prisão”. Esses estão esgotados…
Senhor respeitoso procura jovem de voz grossa e distorcida para fazer de testemunha em caso de pedofilia.
Candidatos sujeitos a entrevista prévia, psicotécnicos, e provas físicas de selecção.
Idades compreendidas entre os 17 e os 30 anos.
Preferência aos que sejam órfãos, para não corrermos o risco de mais tarde os pais virem desmentir o que foi dito em tribunal.
Comunicado do P.A.L.H.A.C.O. (Políticos Abandonados, Longe dos Holofotes, mas Aldrabões Como os Outros)
Jovem, se buscas o poder a qualquer custo, não olhas a meios para atingir os fins e gostas de te sentir importante, junta-te a nós.
Vamos voltar a mostrar ao povo com quantos impostos se arruína uma família.
Não tens que fazer nada, não tens que trabalhar, só andar de fato e gravata e ocasionalmente comer um puto (as implicações deste acto serão posteriormente apagadas pelos teus camaradas de partido).
Procuramos inércia, espírito de equipa, boa capacidade de mentir e que uses óculos (dá um ar inteligente).
Oferecemos subornos, carro à conta do governo, regalias com a polícia e entrada directa na universidade para os teus familiares.
Vem dormir connosco no parlamento!
Comunicado do T.U.N.N.I.N.G. (Todos Unidos, Nunca Nos Irão Negar Gáspia)
Jovem, se tens um carro que não vale nada, mas no entanto gostavas de fingir que o teu carro anda muito e principalmente faz muito barulho, junta-te a nós.
Sócios têm descontos na compra de artimanhas. Já à venda o novo kit, incluindo escape de rendimento (4672 cavalos), chip (9887 cavalos), autocolante a imitar depósito de combustível de um carro de corrida (3 cavalos – desenhados no autocolante), penduricalho de plástico a fingir que é uma entrada de ar (não dá mais cavalos, mas é giro, tem um ar racing). Só por 127.320 euros, podes ficar com o teu Citroen Saxo 1.1 Image ou o teu Peugeot 106 Green 1.0 parado (porque não aguenta com o peso dos artilhanços), mas digno de aparecer em fotografias de rallis!
Não nos responsabilizamos pelas figuras ridículas dos utilizadores dos nossos produtos…
Comunicado do M.A.R.I.C.A.S (Movimento Anti-Rotos Incomodativos, Caguinchas, Amaricados e Sodomitas)
Jovem, se à porta de algum local onde quiseres entrar ou ser atendido, encontrares mais pessoas à tua frente, vai-te embora, não fiques à espera da tua vez.
Ajuda-nos a acabar com as BICHAS!
Das coisas que mais me custam são as pequenas traições.
Aquelas que são perpetradas pelos nossos amigos, por aqueles que têm a capacidade de nos desiludir completamente nas mais pequenas coisas.
Por aqueles que nos fizeram acreditar neles, apoiá-los, defendê-los e até partilhar ideias e posições. Por aqueles que julgamos estar do nosso lado, que lutam a nossa luta, que hasteam a nossa bandeira, que a determinado ponto nos fazem contar com eles.
Não é, nunca foi, e possivelmente nunca será fácil ser diferente, ousar estar na minoria, escolher as cores dos que ganham o que conseguem em lugar dos que recebem o que têm.
São opções, livres, pensadas ou não, forçadas ou não, mas são opções, e cada um tem direito a fazer as suas. Mas não me fodam! Não me enganem! Não me dêem música!
Tenham ao menos a coragem de admitir e defender as vossas ideias. Tenho mais respeito por quem defende aquilo em que acredita, mesmo que contra os meus princípios, do que por aqueles que preferem parecê-lo que sê-lo. Há que ter respeito principalmente por nós mesmos.
Aos merdas, aos vendidos, aos fracos de espírito, aos que escolhem o imediato em detrimento do sólido, desejo apenas mais corda para a forca. Que a vossa escolha vos ensine, pelo mais difícil, que o brilho ofusca, que o sol derreteu as asas de Ícaro, que o Diabo cobra as almas que compra.
Fui roubado, enganado e traído. Pelos vazios, pelos coitadinhos, pelos que têm um espírito oco, sem alma, sem fé, sem força, sem querer, sem coragem, e que pelas suas escolhas hão-de ficar sem nada.
O caminho que leva ao nada tem retorno, mas a porta que ficou para trás fechar-se-à aos que a bateram.
Deixem-me só, deixem-me perder, deixem-me cair, deixem-me enterrar na lama da derrota, mas a última imagem que terão de mim, antes de ser engolido, será a minha mão erguida, de punho fechado, agarrando os meus princípios.
Antes perder uma guerra de pé, que ganhar uma batalha de joelhos, agachado e submisso à ilusão!
Que se fodam os vendidos!!
Venho deitar por terra um mito que há muito engana os mais distraídos.
O cavalheirismo.
Minhas senhoras, isso não existe.
Senão, reparemos nalguns actos referidos como cavalheirescos:
Deixar a senhora passar sempre primeiro.
Ora acontece que este obséquio vem de longe nos tempos. O homem, sempre em busca de lava-vistas, arranjou uma forma de, sem muita bandeira, ficar a galar a peida das gajas: deixá-las ir à frente. Um certo dia, nos primórdios da chafurdice, houve com certeza um artista que ia a passear com uma gaja. O seu sexto sentido, inato em todos os machos, alertou-o para um facto. Se por acaso houver algum problema, antes se foda outro do que eu. Claro, como ia com uma gaja, ingénua por natureza, disse-lhe: “Olha lá, vai lá à frente antes que leves duas berlaitadas nos cornos!”. A tipa foi, e ele, instintivamente, viu os seus olhos descerem para as nalgas que lhe balançavam na frente. E daí foi o resto do caminho a dizer à gaja para ir à frente. Ela, estúpida, nem lhe perguntou porquê. É mais que certo que ao fim de um par de quilómetros ele a viu desaparecer, engolida por um buraco no chão, camuflado por umas folhagens. Ó abre, e foi vê-lo fugir que nem um maluco, não fosse ainda sobrar para ele. Assim que pode, espalhou a descoberta: “Epá, pessoal, se forem a andar com alguma garina, mandem-na à frente. É que além de lhe irem a morder a nalga, ainda têm sérias possibilidades de se safar a uma armadilha!”. Isto foi um maná. Desde então, sempre que acompanhados por gajas, os homens mandam-nas passar à frente. Tudo bem, hoje em dia já não correm o risco de cair num buraco, mas continuam a gostar de ver um belo par de bochechas anais à sua frente.
E ainda se passa por cavalheiro…
O “meu pipi” é o maior.
Desculpem, mas é. Pela forma como escreve, pelos comentários aos leitores, e pela facilidade de identificação que o leitor atinge nos “factos” descritos.
Claro, tem piada um gajo não saber quem é e ver a malta a lançar-se na arte da adivinhação.
Agora que há um ou outro aspecto que me aguça a curiosidade…
Ora se ninguém sabe quem é o autor do blog “o meu pipi”, quem é que está a mamar a guita que vem do livro? Sim, porque se foi publicado um livro, alguém se está a encher. Eu acho que é o autor.
Vem com esta tanga de ser anónimo, torna-se o blog português mais visitado, e edita um livro.
Duvido, pelo discurso apresentado, que o pipi se deixasse comer desta maneira. Alguém a fazer dinheiro à conta dele? Não me parece. Era o mesmo que meterem-lhe o dedo no cú e ele deixar.
Pipi, caro incitador de sonoras gargalhadas, isto é tudo um golpe. Marketing. Traição ao leitor. E não vale a pena vir com a história de dizer que os leitores são rabetas, engolem a palhinha, atracam de popa, cagam para dentro, resumindo, apanham na nalga, porque homem que é homem não deixa que lhe vão ao bolso. Só se for uma gaja, e com a premissa de lhe saltar à garupa, amaranhar pela espinha.
Portanto, pipi, começa-se-me a assemelhar que “vochelência” é adepto da arte da introdução da alavanca do amor no orifício dos entrefolhos do antro do arcabuz da caca. Ou seja, a não ser que você seja o Zezé Camarinha, o que me deixa sérias dúvidas (o Zezé não sabe escrever em computador…), tudo aquilo que escreve é da mais pura ficção. Como tal, só posso depreender que sente a necessidade de se impôr pelas patranhas para provar que é macho. É que o verdadeiro macho come e cala, não anda a espalhar pelo mundo as façanhas. As façanhas espalham-se per si. Não me leve a mal, continuo a achar um piadão ao que escreve. É giro e traz-me à memória aventuras passadas.
Admiro principalmente a arte da aplicação da caralhada. É de uma técnica apurada e que não está ao alcance de qualquer um. Mandar uma ou outra caralhada para o ar, qualquer um faz. Mas é preciso técnica, savoir faire, classe e timing. Pipi, cada “caralho” ou “foda” que sai dessa mente tem uma aplicação au point. Chega a roçar o sublime. Eu não posso simplesmente dizer que fui à cona a uma gaja. Não. Classe é dizer que se lhe comeu a rata depois de ela ter abocanhado o animal e de nós termos passado o corredor a esfregona. Pipi, assim como o fiz ao José Castello Branco, esse ícone dos anos oitenta, fantasia de muito adolescente, protagonista de muito fétiche de velho paneleiro, aqui lhe deixo as minhas homenagens. Tudo bem, não prima pela subtileza, mas hoje em dia já ninguém o faz. Ok, um ou outro político sim, tem a clarividência de se desbocar ao telefone, enquanto tenta safar um camarada da cadeia. Mas isso é um político, tem que ser discreto, não pode agora andar a contar nos cafés como é que vai tentar ludibriar o sistema, esteja-se ou não cagando para ele…
Eu lanço aqui a minha opinião: o autor d’o meu pipi é um rapaz de 16 anos, punheteiro até à quinta casa, que pensa que um homem, quando já é “grande” dá fodas das que ele descreve. Jovem sonhador, lamento desfazer-te a pequena máquina bombeadora de sangue, e destroçar os teus sonhos de molhar o pincel como gente grande, mas essas coisas não acontecem. Talvez nos anos setenta fosse assim, porque nessa altura sim, a fodanga era à fartazana. Era um não parar de rambóia. Mas hoje em dia, ou andas a estragar a picha em coirões que não interessam nem ao menino Jesus, ou arranjas uma namorada e lhe prometes casar (e mesmo assim, depois de uns anitos já não vais lá quando queres, é quando ela deixa), ou então, para dar fodas das que descreves, concentras-te muito e bates uma canhola. Não vou falar de um Black Tie, de um Gallery ou mesmo de um Elefante Branco, porque aí nem podes entrar.
Ainda assim, pelo gozo que me dá ler tudo o que seja literariamente bom, continuarei a acompanhar a saga desse que é já um mito no seio dos blogs.
Até vou, se conseguir, dado que não percebo nada desta merda, colocar aqui um link para “o meu pipi”.
Nas palavras imortais do Elton John, caralhos me fodam!
“Armado em esperto.”. Ok, esta é básica. Um gajo armado em esperto tem o quê? Um coldre com livros? Entra num banco, aponta uma enciclopédia e grita: “Todos para o chão!!”. A polícia faz o quê? Comunica pelo rádio: “Atenção todas as unidades, está a decorrer um assalto no Totta & Açores. Ajam com extrema precaução. O suspeito está armado em esperto!”? Se ele levasse pistolas estava armado em assassino, era? E se levasse uma bandeira política? Estava armado em estúpido? E se levasse flores? Bom, isso era Impulse…
O que dá cabo de mim é a junção de duas. “Armado em carapau-de-corrida.”. O que é, biólogos de todo o mundo, um carapau-de-corrida? Esta recuso-me a comentar porque é fácil demais fazer as piadas do aileron e do escape de rendimento.
Eu até propunha mudar algumas. Uma gaja “Boa como o milho”, por exemplo. Epá, milho até é fixe, tudo bem, mas há coisas melhores! Porque é que não se diz antes “Boa como o chocolate”? Ou “Boa como a lagosta”? É que comparado com isso, o milho é uma merda!
Às vezes dizem-me que eu fumo “que nem um cavalo”. Que nem um cavalo?! Isso quer dizer o quê? Que quando ponho um cigarro na boca relincho, tento comê-lo e não o consigo segurar com as mãos? Não, é que se um cavalo fumasse, era isso que fazia, quase de certeza.
Caramba…
O lote de expressões na língua portuguesa é do mais variado.
E estranho.
Correndo o risco de parecer incompreensivo, não posso deixar de comentar a frase: “Correr a mata-cavalos.”. Como é que se corre a mata-cavalos?! É de espingarda na mão e a gritar: “Morre Mr. Ed, morre!”? De certeza que deve haver alguma explicação para esta expressão, mas seja ela qual for, já não faz sentido. Ainda se for: “Correr a mata-animais-de-estimação.” um gajo compreende. É que isso é correr tanto que ficamos tão cansados que depois não conseguimos dar comida ao nosso animal de estimação e ele morre. Já ninguém anda a cavalo. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas se calhar o Super-Homem corria a mata-cavalos.”. Não. Primeiro, o Super-Homem já não corre, desliza, e depois, o cavalo é que correu a mata-Super-Homens.
A de um gajo estar “Esperto que nem um alho.” também me confunde. Mas como é que um alho é esperto? Esta expressão deve estar na 5 mais estúpidas e sem sentido que eu conheço. Olhem, nem consigo comentar esta merda…
Ter qualquer coisa a “Dar com um pau.”. Lá está, mais uma top 5. Então mas dar com um pau serve para mais alguma coisa do que aleijar o sítio onde se dá com o respectivo pau? Bem, pode ser esse o sentido, talvez. Por exemplo, dizer que o programa “Ou Bai Ou Rocha” tem piada “a dar com um pau” faz sentido. É que aquilo é tão mau que até aleija. Tudo bem, nesse caso a expressão está bem aplicada.
Ou dizer “O Deco joga a dar com um pau”. Também está certo. Aliás, da forma que ele lesiona os outros jogadores, até parece que ele joga a dar com matracas.
“Falar pelos cotovelos”… Pelos cotovelos?! Se um gajo falasse pelos cotovelos não dizia nada! Os cotovelos não têm nehum sítio por onde pudesse sair o som. A origem desta expressão intriga-me bastante. Talvez “Fala a dar com um pau”, ou “Fala a mata-cavalos” até seja melhor. Olhem o caso do Mourinho. Quando fala um gajo sente dores, como se estivesse a levar com um pau. E até acho que já houve cavalos que morreram a ouvi-lo falar.
Não quero que pensem que estou “Armado em esperto”…
Os preconceitos da sociedade são do mais ilógico possível.
Por exemplo, o problema da infidelidade conjugal.
Epá, um gajo anda com uma gaja, tudo bem. Gosta dela, ela gosta dele, dão-se bem, certo.
Mas depois se um gajo dá uma voltinha por fora há logo merda.
Não percebo. Um gajo não deixou de gostar dela. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas se está com uma pessoa não devia envolver-se com outras.”. Mas quem é que se está a envolver? É uma queca, mais nada. É um instinto. Não percebo o porquê de tanto alarido. Então e quando um gajo esgalha o pessegueiro? Se calhar pensam que um gajo está ali a encerar a mangueira e está a ver a sua mulher, com os 23 quilos que engordou desde que se casaram, com a depilação por fazer porque não estamos no verão, com a mania que o sexo tem que ser sempre na posição de missionário porque ela não gosta cá de maluquices, e a coisa não pode demorar muito tempo porque ela tem que se levantar cedo de manhã. Não! Um gajo está é a pensar na maluca do terceiro andar, que é boa como o milho e que no outro dia no elevador até fez um olhar que podia ser encarado como algo mais que mera simpatia. Ou então naquela colega do trabalho, de 26 anos, que está sempre a dar uma ou outra boca para o ar, e que deixa um gajo na dúvida se ela está a brincar ou não. Então assim já não é infidelidade? Se um gajo vai com uma gaja que viu, conhecida na discoteca, por uma noite, que de manhã nem se lembra do que é que está ali a fazer e nunca mais na vida a reconhece, é um porco que traiu a mulher, mas se bate uma canhola a pensar numa maluca que vê todos os dias e que só não lhe salta para cima porque não pode, já não faz mal. Acariciar o bicho é mais infiel do que outras coisas. Às vezes, até quando um gajo está a dar uma na mulher está a pensar noutras, quanto mais. E com elas é a mesma coisa, descansem.
Ou os homens acham que é agradável para uma mulher estar deitada na cama com um bicho peludo, com cerca de 60 quilos a mais do que ela, por cima, a cheirar a suor e que nem fala com ela para não se perceber o bedum a vinho que sai daquela boca, que ao fim de dois minutos se “desmonta” para se virar para o lado, dar um peido e desatar a ressonar passados 17 segundos?
Desde que ele ou ela vão voltando para casa, não há problema. O pior é se já não volta. E não é porque o nosso amor nos deixou. Não, é porque a partir de agora é só um a pagar as contas. No caso do homem, ao princípio fica mais ou menos na boa. Começa a viver sozinho (lá está, sem acento…), é só jogatanas de cartas até às tantas, copos com os amigos e aquela ideia fixa de engatar gajas porque já as pode levar para casa. Mas depois vem a descoberta: “Foda-se, passar as putas das camisas é difícil como o caraças.”. E de manhã, quando chega à cozinha e a loiça está toda em cima da mesa porque na noite anterior estava com tal talega nos cornos que nem se conseguia mexer, quanto mais ir ainda lavar copos?
Elas, é aquela cena da depressão. Mas não é por causa deles. Não, É porque começam a pensar que agora com esta idade já ninguém lhes pega. E ficarem sozinhas nem pensar. As mulheres (a maior parte) têm aquela ideia fixa, pré-concebida, que têm de casar, ter filhos, e viver com o mesmo homem até morrer. É uma cena que elas têm. Eu acho que são programadas assim. Faz parte. É certo que é irritante a forma como elas conseguem sempre viver com menos dinheiro do que os homens. Uma mulher solteira consegue sempre arranjar maneira de sair, divertir-se com as amigas, comprar umas roupitas e pagar as contas. Os homens têm sempre que fazer escolhas. Ou vou hoje beber um copo com o pessoal, ou no sábado. Ou compro uma camisa ou posso ir sair mais duas sextas este mês. Depois se pensam em ter uma empregada doméstica, no caso daqueles com mais guito, o anúncio que metem no jornal é: “Procuro jovem brasileira ou de leste, entre os 20 e os 25 anos, de preferência ex-modelo, para trabalhos domésticos. PS: Dá-se vantagem a quem for livre de espírito e com mente aberta a novas situações…”. Claro, aparecem-lhe dois tipos de mulher: Putas ou gajas sem dentes e carochas.
O pessoal devia aprender a libertar-se mais desses preconceitos. Infidelidade é quando um amigo vai sair com umas amigas e há sempre um porco de merda que se vai chibar à mulher. “Então querido, ontem divertiram-se?” – “Ah, eu nem por isso, estava com saudades tuas, bem mas o Luís…ganda maluco. Encontrou umas gajas e saíram os três da discoteca, nem sei para onde.” – “O Luís da Teresa, a minha colega?!” – “Ya!”. Isto é uma infidelidade. Um cabrão destes devia ser empalado por um cavalo com uma picha feita de lixa!
Agora um gajo dar uma por fora? Vá lá, a malta gosta é da mulher que tem em casa, as outras são para o que se chama o “vazamento”. Eu não vou por a mulher que beija os meus filhos a fazer-me bobós! Eu não vou à nalga da mulher que vi parir dois putos e que só o facto de ainda ter essa imagem na minha cabeça me pode tornar impotente para o resto da vida! A nossa gaja é para fazer amor. As outras são para dar uma queca. Não me interpretem mal. A nossa também já serviu para isso, mas foi antes do ponto de viragem. Aquele ponto em que deixamos de a tratar pelo nome à frente dos nossos amigos e a começamos a tratar por maria ou patroa.
Claro que há sempre a questão de isto ser interpretado do ponto de vista do macho. Para o homem não significa nada, mas se for a mulher a ir curtir com outro a coisa pia de outra maneira. Tudo bem, mas isso é só porque o homem é mais forte e lhe pode dar duas arrochadas se descobrir que ela o anda a enganar. Mas o princípio é o mesmo…
Eu posso ser um bocadinho implicativo, tudo bem.
Mas… a caça.
Não se acanhem em corrijir-me (e tenho visto que não…), mas, qual é a cena da caça?
Podem-me dizer: “Ah, um gajo agarra numa arma e vai para o mato matar cenas.”. Tudo bem. Parece giro. Mas há o paintball, amigos. E para quem pensa que isso é para os putos, havia de levar umas bujardas com aquela merda para ver o que é dor excruciante. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas isso não mata.”. Pois não! Mas é por isso é que se inventaram leis contra matar outros seres!
Não se pode. Ou melhor, não se deve. É um instinto primitivo que deve ser eliminado do ser humano.
Matar não é bom. Quer dizer, é melhor do que morrer, mas também jogar só com portugueses na nossa selecção de futebol era melhor do que ter lá um brasileiro, e isso não acontece.
Aquilo não é um desporto. Aquilo é alimentar instintos animais. Então quatro ou cinco maduros acordam às quatro da madrugada (o que já de si é estupidez, excepto por obrigação), metem-se todos dentro de um jipe, vai de enfiar os desgraçados dos cães todos ao molho dentro de um atrelado sem condições nenhumas, e aí vão eles, matar bichos. Mesmo que seja para os comer, não faz sentido. Então para que é que existem os talhos? “Ah, mas é pelo prazer de um ritual masculino antigo.” Tudo bem, mas também entrar num bar e pregar dois tiros num gajo que nos anda a chatear era um ritual antigo no faroeste. Bem, nalguns sítios ainda se faz isso, é só ler a última página do Correio da Manhã.
No entanto, lá se vão prendendo alguns dos que fazem isso. Claro, eu só estou a falar da coisa na teoria, porque para mim aquilo é tudo tanga. Os gajos na realidade não matam nada. Vão para o mato, soltam os cães, pregam dois ou três tiros para o ar, e no regresso passam na “Caçópesca – A sua presa perfeita” e compram meia dúzia de perdizes, duas ou três lebres, e quando se sentem num dia bom, mais um ou outro coelhito. E aí sim, arrancam para casa, não sem antes dar um tiro nos bichitos, para dizer que foram eles que os mataram. Para as mulheres, a coisa não dá estrilho, porque elas estão-se a cagar para os bichos, desde que não os metam ao pé delas. Para os amigos, como só já os vêm cozinhados, também não dá cana porque desde que venha um almocito ao domingo, de borla, os animais até podiam ter morrido de coração, o que conta é o tempero.
Eu acho que esta gente, os caçadores, é realmente um perigo. Até têm licença. Para matar. Se calhar têm nomes de código uns para os outros, lá no mato. “Daqui Bond, comunica Rambo.” – “Daqui Rambo, estou com o Comando. Já armadilhámos duas tocas de coelho. Ainda são crias, mas podem-se tornar perigosos.”. E ainda vêm para a televisão queixar-se que não podem matar neste e naquele sítio.
Matem-se uns aos outros. Bom, às vezes fazem-no mesmo…
Porque é que não vão só com uma faca do mato caçar ursos? Ah, isso já não são capazes. Porque é que não vão só com uma bola dar cabo de leões? Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas isso já todas as equipas da Superliga fazem.”. É verdade. Então vão mandar águias abaixo com uma fisga. “Ah, mas isso não é preciso porque elas se mandam abaixo sózinhas.”. Ok, façam como os príncipes encantados e montem-se num cavalo para ir matar dragões. “Ah, mas isso não dá porque mesmo que a gente os tente matar vem um árbitro e não deixa e ainda ajuda o dragão a matar-nos a nós.”. Então não façam nada!
Têm desculpas para tudo, menos para andar a matar animaizinhos na floresta. Depois quero ver como é que explicam aos vossos filhos, depois de eles terem visto o filme do “Bambi”: “Vês filhinho, é daqueles bichos que o pai mata na floresta, quando os apanha sem os pais ao pé e eles estão distraídos, o pai espeta-lhes com um tiro de caçadeira na cabeça, querido.”.
E já agora, porque é que vestem as roupas camufladas para ir caçar? Acham mesmo que os animais, se vos virem, não vos vão reconhecer? Vão pensar: “Epá, cheira-me a humanos, mas a única coisa que vejo é aquela árvore com duas pernas e um chapéu ridículo, a agarrar numa caçadeira e a olhar para mim com ar de quem está a fazer pontaria. Ufa, assustei-me, assim já não vou fugir…”.
E mais, como é que é possível darem tiros uns nos outros? Será que esse mesmo gajo que anda camuflado é passível de ser confundido com uma perdiz? Ou um coelho?
E depois ainda há o problema de deixarem as mulheres sozinhas (já sei, senhor doutor, que de acordo com a última alteração oficial na ortografia, Dec.-Lei nº 32/73 (Rectificações), no governo onde José Veiga Simão era então ministro da educação, promulgado em 1 de Fevereiro de 1973, a palavra sozinho não tem acento…), à mercê de qualquer jovem mais vigoroso e agradável à vista, e com mais vontade de as caçar a elas do que aos bichos no mato. Claro, é natural que depois, as últimas palavras que ouvem antes de levar um tiro de um companheiro de caça sejam: “Olha, um alce! Dispara!” – “Um alce? Mas aqui não há alces!” – “Então não vês que é, pelas hastes?…”.
Pum!
Alexandrino…
Epá, mas o que é isto?
Primeiro, de certeza que o nome dele não é esse. Não pode. É que se eu trabalhasse no Conservatório do Registo Civil e me aparecesse lá alguém a querer dar esse nome ao filho, no mínimo levava um latadão nas trombas. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas as pessoas podem dar o nome que gostam aos filhos”. Não!! Podem o caraças, para não dizer caralho! Há limites.
E depois, tem aquela forma estranha de falar!
Um gajo daqueles devia andar com um papel nas costas a dizer “Manter longe do alcance das crianças”. O gajo é completamente louco! Ninguém o prende? Ninguém faz nada? Não. Ainda o levam à televisão. Qualquer dia vem aí um gajo qualquer dizer que quer ser primeiro ministro e que vai salvar o país, e que os outros governos é que estavam mal, e que vai ajudar os velhotes e outras tangas que tal, e ainda o deixam candidatar. Bem, este exemplo não foi feliz. Mas não interessa, o que eu quero dizer é que este homem é um exemplo para os outros charlatões que aí andam.
É que ele próprio já está convencido das cenas que diz. “Ah, fui eu que ajudei não sei quem a não descer de divisão”. E duas lambadas nesses cornos, não iam? Esta sociedade está a ficar completamente desvairada. Só falta vir aí um tipo qualquer dizer que foi feita justiça porque o deixaram sair da prisão quando ele lá estava por ser acusado de crimes relativos a pedofilia. Isto já vale tudo. Bem, mas pelo menos, graças a Deus, ainda não batemos mesmo no fundo, isso só se algum dia se puder entrar para a universidade com cunhas de ministros, mas isto já sou eu a exagerar, não estamos assim tão mal…
Amigo Alexandrino, deixe-me que lhe explique, a magia não existe. É a brincar. Quer dizer, há coisas que parecem feitas por magia, como por exemplo termos o ministro da Defesa que temos, e isso pode dar azo a que uma pessoa pense que se consegue o impossível através da magia, mas na realidade chama-se a isso ilusionismo. Ora o meu amigo não ilude ninguém, porque toda a gente sabe que você não bate bem, o seu elevador não vai até ao último andar, falta-lhe um Ás no baralho, não bate a bota com a perdigota, tocam sininhos nessa cabecinha, a Boing podia fazer testes de aerodinamismo no espaço que lhe vai de orelha a orelha. Iludir, isso sim, fazem os grandes artistas, o Copperfield, o Luís de Matos, o Houdini, o Paulo Portas, esses sim, são os grandes mestres da ilusão e do engano.
Como é que o amigo se deita todas as noites? Pensa em quê? As coisas que você diz na televisão são de improviso, ou são escritas pelas Produções Fictícias? Você vai lá antes fazer um ensaio geral? Mas realmente a culpa também não é sua. Agora os cinco minutos que a sua mãe perdeu a educá-lo é que podiam ter sido aproveitados a apanhar lenha, que valia a mesma coisa e sempre ficava mais aconchegada à noite. Mas não desespere, pode ser que ainda arranje as tais assinaturas que precisa.
A minha já circula: “Jovem, ajuda este mundo a ficar melhor, vamos arranjar cinco mil assinaturas e mandá-las para a ONU. Apedreja um bruxo e salva uma nigeriana que meteu os cornos ao marido!”.
Tá?
Esta pergunta impõe-se há muito tempo.
De onde é que vem o dinheiro do nosso “Rei”? Sim, porque eu tenho a ligeira sensação que ele não trabalha. Mas posso estar enganado. Ele se calhar tem um emprego às escondidas, e ninguém sabe disso. Estou a imaginar o Dom numa serralharia em Cabeceiras de Basto, de fato de macaco azul, com “Lisnave – torneiro mecânico” escrito atrás. Todos os dias às seis e meia lá acorda ele, enquanto a que deu o golpe do baú, perdão, a Dona mulher dele já está na cozinha a preparar-lhe a sandocha de toucinho para a bucha a meio da manhã. Depois de lhe entulhar a marmita de metal com tampa vermelha com arroz de salsichas, fecha-a bem e junta-lhe um guardanapinho com os talheres, para a guardar na sacola da Adidas, versão equipa olímpica alemã de 1977. Nisto está o nobre trabalhador a fazer a barba com a clássica lâmina de barbear descartável, azul escura, com mais quilómetros de pelo que a Cicciolina tem de gaita, preparando-se já para entrar no banho, que vai demorar três minutos, porque não se perde tempo com mariquices, o sabão de glicerina dá para a cabeça e para o corpo, vai tudo de seguida.
Depois é vê-lo sair de casa, de sacola a tira-colo, enquanto só dá um beijo na cara da patroa e lhe diz: “Ôlhe, não se esqueça de se preparar para a soiré de hoje, tá?”
Oito horas, lá está ele à porta da garagem do sr. Simplício, que serve de oficina da serralharia familiar, onde trabalham o filho, o sobrinho e o cunhado do patrão. Claro que os comentários dos colegas do Dom são do melhor: “Este tipo tem mesmo classe…” – “Olha, deviam era voltar ao tempo dos reis, que este homem tem um coração de ouro!”.
“Bom dia, shô Rei!”. E é um ver se te avias de graxa até às seis da tarde, não vá ele um dia chegar ao poder.
Já viram o ar do nosso Dom? Agora é imaginá-lo numa serralharia, ali de rebarbadora na mão, a tentar aparar uma chapa de zinco há duas horas e meia, quando o cunhado do patrão lhe indica delicadamente que o botão de lado na pega da máquina, aquele que tem um I e um 0, serve para fazer o disco girar, facilitando assim a vida ao monarca. Engraçado seria vê-lo escandalizado, quando por volta dessas onze da manhã, hora do cigarrinho e da “mine”, a malta desse a valente coçadela na colhoada.
Será que ele coça os tomates? Estas coisas é que deviam aparecer nas revistas. Que ele vai a festas e se veste à senhor, ao lado da que se casou com ele para poder ter um título nobiliárquico, perdão, ao lado da Dona, já todos sabemos. Agora as coisas a sério da vida é que era giro de aparecer. Por exemplo, quando ao domingo, depois de um cozido à portuguesa recheado de enchidos e couves com fartura, um gajo bebe o último gole de tinto, limpa a beiça ao já encardido guardanapo, e após uma murraça no peito solta um arroto capaz de causar lesões irreparáveis na traqueia. Isso é que devíamos ver naqueles programas que acompanham o dia-a-dia dos famosos. Para já, o gajo deve ressonar que nem uma lontra. E não me venham dizer que de vez em quando, à noite, não se ouve aquele ranger de nalga peluda, provocado pela passagem de gás sufocado em gordura que teima em passar pelo desfiladeiro do rego. Até aposto que não falta o “Aahhh” de satisfação.
Isto sim, era do interesse público. Tudo bem, podem-me dizer “Ah, mas isso é a vida privada das pessoas.” E então? Um gajo não tem que levar com a vida toda dos miúdos do B.B. nas revistas? E esses não são famosos. São conhecidos só porque existem, não fazem nem fizeram nada para ter reconhecimento. Bom, o Dom também não… Mas não interessa, ele diz que é o descendente não sei de quem, que morreu há não sei quanto tempo, e que também não era ninguém na sociedade enquanto estava vivo, mas que à falta de melhor, é o mais parecido com um possível herdeiro do trono.
O que também é uma estupidez, diga-se. Então se acabaram com a monarquia, até fizeram um feriado à conta disso, agora louvam aquele que é o último resistente do inimigo? O gajo devia era ser perseguido e preso. Não foi o que fizeram com os outros? Mas não, resolveram recuperar o título e tratá-lo como se fosse alguém importante para a sociedade. Qualquer dia está aí um gajo qualquer, descendente de um ex-pide, a viver à pala e a ir a tudo quanto é festas, recebendo para isso, ainda por cima. Afinal não é o que fazem com este?
Na linha do grande Elvis, the king is still alive!
Quem é o homem que nunca foi a um bar de strip?! Pelo menos numa despedida de solteiro de alugm amigo, porque isso é já um ritual digno de constar nos documentários do National Geographic, daqui a dois mil anos. Imaginem o David Attenb….Attengo…Attengrouh…não interessa, esse David, com 2346 anos, pouco mais do que tem agora, no meio das folhagens a dizer: “Here we are, in the middle of the woods, where before was a place called Passerelle! Primitive women used to take their clothes of so that men could stare at them with a stupid look in their faces…”.
Isto em português é mais ou menos: “Os cabeçudos dos gajos que vêm a estes sítios pagam um balúrdio por uma bebida e ficam a ver uma gaja boa como o caraças toda nua e não lhe podem tocar!”.
Ora isto é do mais difícil que pode haver. Devia ser proibido. Então um gajo vai ver umas gajas daquelas que não existem no mundo real, nuas, fica completamente babado, e depois não lhes pode fazer nada?! Claro, depois quem paga é a maria, lá em casa. Está a coitada a dormir, derreada por ter estado a fazer o jantar, a tomar conta dos putos, a passar a roupa a ferro para o dia seguinte, e ainda chega um gajo a casa cheio de “Então amorzinho, há muito tempo que não brincamos às praças de táxis…”. Meus amigos, acham que é a mesma coisa? É o mesmo que estarmos cheios de fome, irmos a um restaurante de picanha à brasileira, ficarmos a olhar para aquelas carnes suculentas e depois irmos para casa comer uma sande de courato, com pelo.
E passa-se a mesma coisa com os fios dentais das gajas. São sempre as dos outros que usam aquela cuequinha fantástica, que dá vontade de acasalar como se não houvesse amanhã. Se um gajo pede à nossa que use umas coisas daquelas, vem logo com a história do “Ah, não gosto dessas coisas…”. Claro, a nossa gaja é sempre séria e não usa essas coisas provocantes, porque não precisa de provocar ninguém. O caraças! Então não precisa de provocar? Claro que sim! Eu quero é que a minha gaja seja o mais boa possível, e que provoque os outros o mais possível, para depois eu poder fazer aquele sorriso de quem diz “É boa não é? Sou eu que a ando a comer e tu só ficas a olhar…”. Afinal não é esse o objectivo de qualquer homem? Fazer inveja aos seus pares? Senão porque é que os homens querem sempre ter um carro melhor? E mesmo quando não é melhor, metem-lhe tantas merdas em cima que não se consegue ver o charuto que lá está por baixo. Ele é escapes de rendimento, ailerons, saias, entradas de ar, agora até começam a aparecer uns com umas luzes por baixo, tipo nave espacial. Realmente faz sentido, porque normalmente os artistas que saem de dentro desses carros parecem mesmo uns Ets. T-shirt 4 números abaixo do que deviam vestir realmente, tatuagens tribais (que eles próprios não fazem a menor ideia do que é que querem dizer, mas dá estilo), um fio (ou mais) agarradinho ao pescoço, tipo rottweiller, calcinha da moda, tão apertada nos tomates que quando tiverem um filho o puto já nasce roxo de sufoco, e depois o belo téne que estava na moda em 1983 com a peúguita branca (não, acho que a malta que usava a da raquete já está extinta). E aí vão eles, muito devagarinho a passar em frente aos cafés com esplanada, a dar-lhe uma bombada no acelerador e a ouvir algo parecido com os sons que saem da Siderúrgia Nacional às 11 da manhã. Claro, não pode faltar o bracito de fora da janela, a olhar para as gajas todas com ar de esgasiados.
Corrijam-me se eu estiver errado, mas há gajas que gostem deste tipo de monos? Não pode, porque se há eu vou-me suicidar. Calma, sentem-se e parem de dar gritos de regojizo, é só uma forma de expressão…
Fica aqui a ideia:
Jovem, se és um suicida muçulmano e gostas de ir com carros explosivos contra edifícios lembra-te, um tunning desfaz-se em muito mais bocados e pode atingir muito mais gente!
Word…
Toda a gente tem a mania de criticar o governo sempre que as coisas não nos correm bem.
Está errado. Eles coitados não têm a culpa. Imaginem que vocês também não sabiam fazer nada na vida e depois punham-vos a tomar conta de um país? Não era fácil, pois não?
Claro, podem-me dizer: Ah, mas eles foram porque quiseram. Tudo bem. E alguém lhes explicou que era preciso fazer mais cenas do que estar abancado na assembleia a dormitar? Ah, se calhar não.
E as pessoas respondem-me: Mas os políticos não estão a dormitar na assembleia, sem eles o país era um caos. Tudo bem, mas a questão é que esses não são os políticos na realidade. Aqueles que nós vemos na TV são uns figurantes que arranjaram para dar a cara. Claro, então vocês acham que pessoas que tomam as decisões que nós às vezes vemos tomar querem dar a cara? Nunca. Depois arranjam-se umas histórias sobre a vida pessoal deles e tal, para aquilo parecer mais real e para nos convencerem que eles são pessoas como nós. Os verdadeiros políticos são uns tipos que estão nuns bunkers e que nunca saíram de lá na vida e que vão tomando decisões só para se divertirem.
É óbvio. Então alguma vez era possível que um ministro fosse gastar dinheiro em submarinos em vez de arranjar mais meios para combater os fogos? Claro que não. Isso são manobras de diversão para os verdadeiros políticos continuarem a rir-se com a nossa reacção. E depois inventam cenas tipo os de esquerda e os de direita e são todos uns contra os outros. Tudo tanga. É tipo o Vidas Reais. Aquilo é tudo inventado. Alguma vez era possível, se fosse a sério, as histórias que eles inventam? Não, se calhar agora havia deputados a sério envolvidos em escândalos de pedofilia, ou outros a viajarem à borla com desculpas esfarrapadas para irem ver a final da taça UEFA… É tudo inventado! É que depois inventam essas histórias sem respeito nenhum pela imagem dos figurantes. Já viram bem o que inventam, para nos entreter, sobre o ministro da Defesa? Mas alguma vez, se fosse tudo a sério, podia haver um ministro com problemas com a justiça por causa de fraudes com dinheiros de terceiros? Já vos disse, é tudo gozo. Tudo bem, há coisas que são a sério e até são bem feitas. Por exemplo, o gajo que se lembrou de um figurante com aquela cara para fazer de 1º ministro, é um génio. Um gajo fica a pensar que ele tem aquele ar por causa do cansaço e do trabalho que tem a gerir o país. Está certo, é bem jogado. Mas depois há uns tipos que não andam a dormir e descobrem estas maroscas todas. Por isso, para a próxima que queiram falar mal do governo, lembrem-se, eles não têm a culpa. É tudo a fingir…
Até a história dos partidos. Basta ver aquele partido em que os gajos andam todos despenteados e sempre com camisas azuis ao quadradinhos. Partido Popular…Tanga. Como é que é um partido popular se ninguém vota neles? No meu dicionário, popular é alguém de quem todos gostam, não é isto. E os outros, sempre sem gravata e de blazer aos quadrados, de fazenda, feio como o destino? Vá lá, ninguém usa aquilo. E às vezes com camisolas de gola alta vermelha, por baixo…Aí então é que eu acho mesmo que deu barraca. Então o figurante principal desse partido nem consegue decorar as falas, diz sempre a mesma coisa. Até arranjaram um com uma fala achim, para parecer mesmo que é do povo e que é um de nós. Vejam bem, aquilo é tão parecido com os figurantes das novelas, que até são sempre os mesmos, só mudam é de sítio de vez em quando, e depois a malta diz: Epá, aquele não era o que entrava no outro ministério?
A coisa até era bem engendrada, mas houve muitos pormenores que falharam…
Claro, há formas simples de se compreender a vida, pondo-nos de fora.
Eu só imagino se um ET viesse ao nosso planeta e visse algumas coisas, o que é que pensaria.
Peguem num extraterrestre qualquer, tipo o Michael Jackson. Vinha à Terra e tal e começava a fazer perguntas.
Vamos supor que ele até via o Levanta-te e Ri e ouvia as piadas. De certeza que havia de perguntar:
Mas quem é o José Castello Branco?!
E nós mostrávamos. Íamos ser criticados por gozar com ele, é óbvio.
O ET, por exemplo a Lili Caneças, via a vida do JCB e compreendia, nós é que temos preconceitos e somos intolerantes.
Ninguém vê é a coragem e força de viver deste gajo/a. Quem é que daqui era capaz de dizer ao mundo que é casado com uma mulher 137 anos mais velha do que ele? Tudo bem, ela até tem um pézinho de meia arrecadado, mas por amor de Deus, não há-de ser por isso.
Acham que é fácil acordar, olhar para o lado e ver uma coisa daquelas? Parece que ficou com as orelhas presas na cama e se levantou de repente, de tão esticada que está.
Claro que não é fácil. Eu deixo aqui a minha homenagem ao homem(?) que tem a coragem de se mostrar ao mundo como ele é. E olhem que é de ter tomates (onde, é lá com ele)…Por exemplo, um homem que assume a postura dele, deixa os outros a pensar: Como será o JCB no seu dia-a-dia? Nas coisas mais simples do mundo. Como é que será o JCB a cagar? Será que ele caga? Eu pessoalmente acho que não, por isso é que ele tem aquele ar…
E depois nem têm respeito pelo filho dele. A criança não tem culpa. Eu também sou parecido com o meu pai. Ok, ele há operações que disfarçam tudo, mas são caras caramba!
Até me admiro que nunca tenham ido a fundo com a história do passado dele/a.
Sim, ele já se chamou Tatiana Romanova. E então? Na minha opinião, ele era uma agente secreta do KGB, que falhou uma missão.De castigo, os russos obrigaram-na a assumir esta nova identidade. Era isso ou a morte. Ponham-se no lugar dele/a. Ou melhor, isso não se pede a ninguém. Imaginem que vos dão a escolher entre a morte ou ser como ele é? OK, também não é um bom exemplo para o ajudar…Mas imaginem que vos dão a escolher entre ser como ele ou ser enrabado por centenas de gajos? Não, é a mesma coisa… Esperem, imaginem que vos dão a escolher entre ser como ele ou ficarem a viver com um monstro até o monstro morrer e vocês ficarem com a fortuna dele? Se calhar este exemplo também não dá…OK, esqueçam o exemplo. O que é certo é que o JCB é um homem de coragem. E digo-vos mais, se o mundo tivesse mais homens como ele a liderar, não haveriam tantas mortes nas guerras. Era do género centenas de soldados em frente uns aos outros, todos de rabo de cavalo e ar apaneleirado a dizerem asneiras uns aos outros até desmaiarem de choque. Sr. JCB, mais uma vez, deixo aqui as minhas homenagens. E as minhas desculpas aos extraterrestres em geral pelas comparações que lhes fiz…
Realmente não paro de me surpreender com com este mundo. Claro, mundo no sentido de local onde o Homem se estabeleceu e estabeleceu regras para cá viver.
Então não era tudo muito melhor quando não haviam tantas regras?
Há regras para tudo! Antes, se um gajo queria qualquer coisa, tinha que a fazer. E tinha que fazer por a conseguir. Hoje basta ter dinheiro.
Vamos supor queria um par de sapatos. Chegava-me ao sapateiro e dizia-lhe: "Ó chefe, arranje-me aí uns sapatinhos à maneira, que eu depois dou-lhe umas hortaliças, ou umas merdas que lhe façam falta.". Tudo bem. O velho fazia-me os sapatos (digo o velho porque já vem de longe esta cena de os sapateiros serem sempre velhos...) e eu depois passava lá e deixava-lhe o que lhe fizesse falta. Desde que pudesse dar-lhe o que ele queria, não havia stress. Aliás, nunca havia stress porque ainda não havia essa palavra, as coisas, lá está, eram mais simples. Um gajo quando estava com aquilo a que hoje se chema stress, não dizia: "Ai, ai, estou stressado...". Não, antigamente um gajo quando estava mal dizia: "Foda-se, ando todo fodido, não sei do quê!". E ninguém perguntava mais nada. O gajo estava fodido, estava fodido, já todos sabiam que ele andava com aquela cena.
Mas voltando aos sapatos, se eu não pudesse dar ao velho o que ele queria, tinha que me desenrascar sózinho. Ou fazia eu uns sapatos, ou andava descalço que me lixava. Agora não. Se eu quero uns sapatos, vou à loja, digo que quero estes sapatos, a mulher da loja (para mim, nas lojas de sapatos, só há mulheres, é um fétiche que eu tenho...) responde: "Concerteza, são 157 euros.". Nessa altura penso para mim: "FODA-SE!!!", e bazo da loja. A grande diferença é que eu agora não vou para casa fazer eu uns sapatos, nem vou andar descalço. Não, agora eu pego no meu cartãozinho de crédito e que se lixe, alguém há-de pagar.
Se formos mesmo até ao âmago da questão, até vemos que estamos mais próximos do antigamente. Hoje quem é que usa dinheiro? Ninguém, é tudo com o cartão de plástico. Vá lá, quem é que alguma vez já viu o seu ordenado todo junto, sem ser no papelinho que sai do multibanco? Eu até acho que na realidade não há mesmo dinheiro na sociedade. Só há umas quantidades pequenas, que vão passando de mão em mão, porque o resto não passa de uns dígitos escritos em papéis. Ele é cheques, cartões, letras, ou seja, merdas para um gajo nunca ver a cor do dinheiro.
Realmente, só complicam. Não era muito melhor eu hoje em dia poder chegar ao senhor que vende aqueles ecrãs gigantes, de plasma, e dizer-lhe: "Ó chefe, arranje-me aí um ecrãzito à maneira, que eu depois dou-lhe umas hortaliças, aí três toneladas delas?". E se o homem quisesse qualquer coisa que eu não lhe pudesse dar, lá ia eu para casa fazer um ecrã ou então ficava sem ver televisão. Tudo bem. Mas isto é um jogo de trocas. Se ele um dia também precisasse de um rim, ou isso, eu bem o fodia: "Não há ecrãzinho, vais para a hemodiálisezinha!".
Não era mais simples?...
Vamos começar do princípio.
Deus fez o mundo e ao 7º dia fez o homem e tal, e mais não sei o quê.
Tudo bem, há quem diga que foi assim.
Mas porquê? Porque carga de água havia Deus de fazer o mundo?
Para se entreter? E se fez o mundo, porque é que havia de depois cá meter o homem?
Não, é que se Deus tinha esse poder podia ter feito as coisas de maneira diferente. Qual foi o primeiro homem que Deus cá meteu? Adão? Porquê?
Se o homem é criado à imagem de Deus, o que por mim está tudo bem, tinha que ser à imagem de alguém, como é que é Deus? Não se esqueçam que Adão tinha uma barba grande como o caraças e andava todo nú, só com uma folhita à frente dos tomates. Logo aqui surgem-me as primeiras dúvidas. Deus tem a barba grande e anda todo nú? Ou tinha a barba feita quando criou o Adão, mas esqueceu-se que ela depois crescia? Claro, existe uma dúvida que deve pairar na mente de todos: Como é que o gajo prendia a folhita? Estava colada? Era um fio dental daqueles que nem se vê? Porque se era, vão-me desculpar, mas o Adão era um bocado roto. Teoria aliás que se confirma quando se percebe que para papar a Eva ela é que teve de o convencer e ainda por cima sob o efeito de drogas. Desculpem-me, mas um artista que anda no mato todo nú, ao pé de uma gaja também toda nua e não lhe quer saltar para cima logo no primeiro instante, é duvidoso. Então se fosse um gajo como deve de ser, não ia logo perguntar à gaja se queria beber qualquer coisa, se não queria jogar à apanhada, ao esconde o bicho? Como ela até estava cá há pouco tempo, ele até podia convencê-la que aquele penduricalho que ele tinha era para ela guardar num sítio que estava escondido pela folha.
Depois há a questão legal. Que idade tinha o Adão quando foi criado? Já era maior de idade? E a Eva? É que vejam bem, estamos a falar de duas pessoas que possivelmente eram menores, estavam drogadas e deram uma queca num jardim público. Depois os filhos andaram a partir todos uns com os outros. Isto é do pior que pode haver! É tipo aqueles filmes italianos marados que passam no 2º canal em que se andam a papar todos uns aos outros. Viva o granel! Deve ter sido a maior sessão de swing da história.
E ainda mais. Como é que, depois deste granel todo, surge o primeiro padre?
Quer dizer, que surjam uns gays um gajo compreende, andava tudo ao molho, houve um engano qualquer e a vítima até gostou. Tudo bem. Mas agora que surja um gajo que diga que é macho, mas que não quer partir gajas porque não lhe apetece...Come on! Isto é gozo. E dizem que andam a espalhar a palavra de Deus! Desculpem partir-vos o coração, mas pelos vistos a verdadeira palavra de Deus é: "Aqui está um gajo e uma gaja todos nús, e que depois de terem filhos, vão andar todos na rambóia a não fazer outra coisa senão fazer filhos à fartazana e continuar tudo em família!". Grande maluco!
Depois aparece a Inquisição. Quer dizer, quem não gostava de andar a afogar o pescoço ao ganso nos membros da própria família, estava lixado. Era muito complicado. Os gajos eram tipo gang. Vinham uns quantos à frente, partiam tudo, e depois aparecia o chefe, o Torquemada. Lá vinha ele, com uma roupa comprida, perguntar se aceitavam ou não entrar para a "família". Ninguém viu o "Padrinho"? Qual é a diferença?!...
Valha-me Deus...
Às vezes fico a pensar nas coisas mais simples da vida. E parvas.
Resolvi escrever aqui o que me assola o pensamento nos momentos de ócio.
Na realidade as coisas da vida são todas simples. Nós, por termos desenvolvido características que não nos são inatas, que nasceram de criações feitas por nós mesmos, é que tornámos muito complicada uma coisa que na sua essência é simples. A vida. Mas a vida no seu todo, enquanto vista como nada mais do que uma estadia de cerca de 70 ou 80 anos no mundo.
Afinal, um gajo nasce, perde aí uns dez anos a perceber como é que isto funciona, outros tantos a tentar encaixar no meio dos outros, e a partir daí são mais ou menos 40 anos a fazer merdas. Quando estamos a chegar ao fim, e temos noção disso, chegamos à conclusão que afinal as coisas eram simples.
Tudo bem, um tipo não sabe, nunca cá andou. Mas podia tentar...